Trocar as próteses com 10 anos?


Após alguns anos da colocação dos implantes, as mulheres se vêem diante de uma grande dúvida, quando devo fazer a troca dos meus implantes? E é esta dúvida que vou responder agora à vocês.

Estima-se hoje que a vida útil dos implantes mamários de última geração(gel de silicone coesivo) seria de 10 a 15 anos, sendo que após o período de 10 anos há um aumento na ocorrência de contratura capsular(dobras que o corpo provoca no implante), pequenas rupturas na sua estrutura e dependendo da intensidade destas alterações haverá necessidade da troca da prótese de mama.

Esta é a origem de uma idéia bem conhecida, "devo trocar minha prótese com 10 anos". As Sociedades Brasileira e Americana de cirurgia plástica não estipulam uma data ideal para a troca do implante, deixando a troca a critério do cirurgião. Assim como as principais empresas do mercado,SILIMED, MENTOR, EUROSILICONE, NATRELLE, estas apenas dizem nos seus termos de garantia que os seus implantes não são permanentes, com algumas indicando a troca a partir dos 10 anos, porém, mesmo nesses casos as empresas afirmam que não há indicação científica que a troca tem de ser com 10 anos, sendo apenas umas sugestão.

Hoje o que se utiliza como referência para a indicação ou não da troca é um conjunto de vários fatores. Se após 10 anos, durante as consultas de acompanhamento com cirurgião plástico e realização de exames radiológicos( Ultrassom / Ressonância magnética), não for identificada contratura capsular intensa, não houver problemas com a estrutura da prótese, como ruptura da sua cápsula, não há uma necessidade imediata da retirada da prótese após 10 anos. Nestes casos, quando é realizada a troca dos implantes, normalmente a troca é feita por motivos estéticos, como para a correção da queda natural que as mamas apresentam com o passar dos anos e após gestações ou devido à vontade de realizar a troca do volume das próteses. Já as pacientes que continuam satisfeitas com o resultado da sua cirurgia podem manter o acompanhamento periódico com seu cirurgião e programar para depois a troca dos implantes.

A técnica a ser utilizada durante o novo procedimento para a troca é variável, podendo ser realizada pela incisão anterior ou serem necessárias novas abordagens dependendo do objetivo e do caso. Uma das coisas que não se altera entre todas as situações é a necessidade de retirada das fibroses e da cápsula formada na prótese da primeira cirurgia, para permitir resultados mais estáveis e duradouros. Já a necessidade de troca do tipo do implante, cobertura texturizada ou poliuretano, assim como o plano de inclusão, subglandular ou submuscular deve ser analisado caso a caso.

Claro que a decisão de realizar uma nova cirurgia envolve muitos fatores além destes já citados, por isto é importante que para retirar todas as suas dúvidas seja agendada uma consulta com um cirurgião plástico experiente na realização desse tipo de procedimentos, que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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