Nota técnica sobre implantes de silicone e câncer de mama - Sociedade Brasileira Cir. Plástica


Bom dia, gostaria de comunicar aqui a nota divulgada pela sociedade brasileira de cirurgia plástica quanto à segurança do uso de implantes mamários.

Esclarecimento Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

e Federación Iberolatinoamericana de Cirugía Plástica

NOTA TÉCNICA

IMPLANTES DE SILICONE

MATÉRIAS VEICULADAS NA MÍDIA EM 22/março/2017

O FDA (Food and Drug Administration), reportou associação de 9 mortes (em 359 casos) de um tipo raro de linfoma – Linfoma Anaplásico de Células Grandes (ALCL), desenvolvidos na cápsula orgânica ao redor de implantes mamários de silicone. Desde a primeira comunicação em 2011 correlacionando este tipo de tumor aos implantes mamários vários estudos foram, e seguem sendo realizados sem que se possa, até o momento, estabelecer parâmetros científicos para essa associação.

Os estudos apresentados envolveram uma análise de eventos adversos reportados em pacientes de 37 países, entre os quais o Brasil, selecionados por serem os que mais utilizam este tipo de dispositivo. Foi utilizado para o estudo um banco de dados de registros de tumores deste tipo (Linfoma Anaplásico de Células Grandes). Como resultado a FDA afirma ser impossível afirmar cientificamente o número exato de casos, em função dos relatos limitados de problemas e da falta de informações globais sobre implantes.

De acordo com a ASAPS (American Society for Aesthetic Plastic Surgery) cerca de 290 mil mulheres foram submetidas a cirurgias de implantes mamários por razões estéticas e 109 mil para reconstrução mamária com implante, nos USA no ano de 2016.

As evidências científicas da literatura mostram que este tipo de tumor, representa 0,0003 % de mulheres portadoras de implante, o que demostra uma incidência extremamente baixa, e que, segundo a FILACP (Federação Latino-americana de Cirurgia Plástica), não permite estabelecer nenhuma associação estatisticamente significativa entre o surgimento do Linfoma Anaplásico de Grandes Células e qualquer característica de implantes, do paciente ou do tipo de cirurgia. Mesmo assim esta possibilidade deve fazer parte de protocolo de seguimento dos pacientes, principalmente nos casos de seromas tardios, bem como deve constar do instrumento de consentimento informado.

Diante do exposto a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) tranquiliza a população, portadora de implantes ou não, reiterando a afirmação do FDA em seu comunicado que diz: "se você é portadora de implantes mamários não há necessidade de mudar os cuidados médicos de rotina e acompanhamento".

São Paulo, 24 de março de 2017

Comissão Nacional de Silicone - SBCP Diretoria Executiva - Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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